Mostrando postagens com marcador aventuras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aventuras. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CARONA DE CEGONHA

Saimos de Jericoacora-Ce sentido Jundiaí-Sp para um rolezinho básico. Detalhe 3.118 km) Agora imagina a gente quebrado, a Komboza mais quebrada ainda, no meio do Rio Grande do Norte, numa cidade chamada Mossoró(Localizada entre Natal e Fortaleza). 
Pois bem, conhecemos um mecânico no posto de gasolina que disse que resolveria nosso problema. Sabíamos que o único jeito de resolver nosso problema seria trocar o motor. Mas não tínhamos dinheiro para isso naquele exato momento. Mas mesmo assim, nos enganamos achando quem sabe que ele poderia fazer uma mágica e voltarmos pra casa são e salvo.
Dizia ele ser o problema na polia do motor. Bate daqui, bate de lá e Pronto. Boa viagem e voltem sempre...hahahaa Conseguimos andar por mais uns 2km. Foi o tempo de sair de um posto e chegar no outro. 
Imagina nossa cara :-(
Estávamos com uma sensação de nada, Sabe como é? Aquela que a gente nem sabe o que sentir.
Pelo menos não estávamos cegos de raiva e conseguimos avistar um caminhão cegonha, aquele que transporta carros. 
O Adriano correu até o caminhoneiro e pediu se não poderia nos dar uma caroninha. 
A principio ele disse NÃO, NÃO, NÃO. Que já havia tido problemas por dar carona, e bla bla, bla....Mas insistimos, mas insistimos tanto que ele não aguentou e disse que nos levaria. Mas que não teria como nos levar até Sao Paulo porque ele iria carregar em Feira de Santana-Ba. A distancia de Mossoró a Feira de Santana são de 988 km. Já seria um terço do caminho, né? E pra por a Kombi em cima da carreta?! Foi muito difícil porque o motor dela estava fraco. O motorista quase chegou a desistir. Mas enfim conseguimos. E partimos. 
No caminho ele nos disse que uma vez havia dado carona pra uns rapazes numa kombi. E ele foi parado pela Policia Federal Rodoviária e quando abriram a kombi, imagina? Lotada de MACONHA. É obvio que antes de nos dar carona ele pediu pra olhar dentro. hehehe.
A viagem ocorreu tudo bem, chegamos em Feira de Santana, ele nos deixou em um posto que lembro até hoje o nome, Chapéu de Couro, nos disse que era parada dos carreteiros de carros.
E lá ficamos até.....
                            ......Entrar uma outra carreta e novamente saímos correndo atras dela. E a mesma historia. A principio NÃO, mas ele topou!!! Pelo menos a carreta dele tinha guincho automático  então foi só prender na komboza e ele a puxou pra cima. Ai foram mais 2.192 km até sampa. Saímos ás 16:30 de uma quinta-feira e chegamos no sábado 4 horas da manhã em Jarinu-SP, esperamos amanhecer e encaramos mais 15 km até Jundiaí. Ai o motor fundiu de vez!!! mas ai já estávamos em casa.
Depois eu conto que fim deu a Komboza.




terça-feira, 12 de julho de 2011

Nas aventuras da kombi

O nome dela era Chilada (para saber o significado, só indo mesmo a São Luís do Maranhão).


Nossa, não é uma, não são duas, nem não são dez as histórias que passamos com nossa kombinha! Vamos a uma delas!  


E desta vez, Chilada quase se tornou Cilada, tamanha armadilha que ela nos colocou!!


Certa vez, numa de nossas idas e vindas pelo Brasil, estávamos cruzando o estado da Bahia, rumo a Salvador, mais precisamente em Feira de Santana. Em meio a entradas, saídas e rotatórias, erramos o caminho e fomos parar em uma estradinha que nos levaria até Conceição do Jacuípe. Até ai, tudo bem, normal ter esses errinhos. Nem se tinha GPS ou googlemaps naquele tempo. E, além disso, a sinalização das rodovias brasileiras, como se sabe, não ajuda muito!




Quando percebemos que havíamos entrado em outra rota, achamos que era melhor retornar com a Kombi ali mesmo na pista... Entre uma ré, uma curva brusca e uma manobra radical, a situação tenebrosa começou! 


Ao tentarmos nos agilizar, para ultrapassar um caminhão, percebemos que a 2ª marcha não entrava. Tentamos a 3ª, e também não...Ainda sobravam algumas marchas e tentamos a quarta. Só a 4ª marcha que entrava! Parecia o Ayrton Senna, no GP no Brasil (em 1991), quando as marchas pararam de funcionar uma de cada vez!


Vixiiii! Estávamos com um baita problemão! Paramos para arrumar a caixa de câmbio, mas aí a Kombi parou de vez e só voltaria a funcionar com uma forcinha extra do Adriano, na descida!


Seria preciso empurrrar para pegar no tranco!
Pelo acostamento, o Adriano começou a empurrar a Kombi para ver se a descida a embalava e ela desse um sinal de vida!
... Depois de algumas tentativas em vão, tentando todas as marchas, conseguirmos mais uma vez colocar a 4ª marcha e sair andando, meio engasgada, meio trôpega, meio arredia! Parecia que se arrastava como uma criança mimada em shopping center, ao ver brinquedos na vitrine!  Mas, ainda bem, ela funcionava: só tínhamos que encarar a solução de Senna e andar numa marcha só!


Com a grande descida, a Kombi deixou de mimos e logo pegou facilmente o embalo que queríamos. Descia ladeira contente, se impondo na paisagem, feliz em desbravar novos caminhos, percorrer novas trilhas, o grande combustível de nossa Chilada!


No entanto,  o Adriano, que tinha descido para o empurrão de incentivo, estava ainda do lado de fora. Ele, que havia aplicado todo seu esforço para a kombi se animar, agora precisa se animar para seguir a kombi...
O que agora a gente não sabia era como é que o Adriano iria entrar nela em movimento e cada vez mais veloz! Ele precisa correr!


E eu, no volante, não sabia se chorava ou se ria. Eu o olhava pelo retrovisor e morria de rir... Ele seguia a kombi correndo, se aproximando da lateral, tentando acompanhar a velocidade, tentando abrir a porta! A Kombi, cheia de caprichos, dava uma finta nele e o logo o ultrapassava! O Adriano mais uma vez se enchia de velocidade, engatava suas pernas na quinta marcha - era seu diferencial em relação a Kombi - e se aproximava mais uma vez!
O Dudu (nosso cachorrinho companheiro de aventuras) estava desesperado latindo, ao vê-lo do lado de fora, correndo como doido! A porta, com seus problemas de manutenção, entravava e não permitia que a abrisse pelo lado de fora... 


Nessa situação aflitiva, depois de muito riso, desespero e tensão, eu diria que o tempo se dilatou e o espaço ficou esticado! Acho que percorremos uns 3km assim, com a kombi embalada, sem poder parar, e o Adriano, correndo atrás dela, tentando acompanhar, se esforçando para seguir, ensaiando o pulo da subida...


....Até que, puxando a alavanca com um cabo de guarda-chuva, eu consegui abrir a porta. Num salto triunfal, talvez o último fôlego que o permitia se lançar kombi a dentro, o Adriano pulou se jogando para cima dos bancos, se estatelando como ovo em frigideira! O Dudu o recebia cheio de latidos e lambidas! Eu, tentando desviar dos buracos e manter a linha na pista, dava gritos de euforia! Não sabia se era o Adriano ou era só o suor dele: os dreads incharam com a água que escorria pelo corpo, a língua dele veio parar no joelho. Sem palavras, ele ofegava como um maratonista da São Silvestre, depois de passar em primeiro lugar pela linha de chegada! A prova tinha terminado: era nossa a vitória!
...sorte que tínhamos um galão de àgua. Estava quente, mas naquela altura do campeonato, deu para matar a sede!
Essa historia seria tão engraçadinha se não fosse trágica....
E não acaba ai.... Depois tem ainda a saga para encontrar um mecânico e as peças para substituição, em meio às estradas deserta do sertão nordestino!


Mas essa fica para outra história...